Oligarquia: o governo de poucos


Oligarquia significa literalmente governo de poucos. É um sistema de governo onde o poder está concentrado em um grupo limitado de pessoas que governam em benefício próprio. Esse grupo pode ser do mesmo partido político, da mesma família, do mesmo setor econômico, ou que simplesmente tenham os mesmos interesses.

De acordo com o Aristóteles, no livro “A Política”, a oligarquia é a degeneração da aristocracia (governo dos melhores), que concentra o poder na nobreza, mas governa de acordo com os interesses do povo.

Como funciona uma oligarquia

Na oligarquia, o governo controla o poder em benefício próprio, sem se preocupar com as necessidades da população. Esta concentração do poder em um pequeno grupo impossibilita a participação do povo no sistema político, e faz com que a cultura, economia e a política país seja controlada por um pequeno grupo social.

Inicialmente, o termo oligarquia era erroneamente utilizado para designar o governo liderado por pessoas da elite, com alto poder aquisitivo, que é designado de plutocracia. No caso da oligarquia, o governo não está relacionada com riqueza, mas sim com a afinidade de interesses.

A oligarquia no Brasil

O Brasil passou por um período oligárquico, pouco tempo depois da proclamação da república durante a República Velha. Esse período ficou conhecido por República Oligárquica (1894-1930), e teve início com a eleição do primeiro presidente civil Prudente de Morais.

Foi uma fase na qual o país passou a ser controlado por três pequenas oligarquias: paulista, mineira e gaúcha. A presidência era alternada entre um pequeno grupo de aristocratas rurais, os cafeeiros paulistas e os leiteiros mineiros, que também produziam café. Por conta dessa rotatividade, esse período ficou conhecido como política do café-com-leite.

Coronelismo e voto de cabresto

Durante a república oligárquica o poder era controlado pelos donos das terras, os grandes latifundiários, que para ampliar sua autoridade passaram a ter a patente de coronel. Assim, conseguiam controlar suas propriedades da forma que quisessem, na maioria das vezes de maneira abusiva e opressora, conduta essa que foi chamada de coronelismo.

Esses coronéis também influenciaram o processo eleitoral desse período. Os cidadãos eram obrigados a votar nos candidatos recomendado pelos coronéis. Como o voto era aberto, era possível confirmar se realmente votaram no candidato do coronel.

Essa prática ficou conhecida por voto de cabresto, e só diminuiu com a aprovação do Código Eleitoral de 1932 que instaurou o voto secreto, entre outras resoluções. Apesar do voto sob ameaça ter sido caracterizado como crime eleitoral, essa prática nunca deixou de existir completamente.

Veja também:

Página publicada em 22 de Setembro de 2017 e última atualização em 22 de Setembro de 2017 às 19:09.
Aviso: Este site não está relacionado a nenhum órgão de governo, autoridade pública, empresa pública ou sociedade econômica mista.